Como objeto da cultura, o livro escolar insere-se em um contexto histórico e cultural, como produto da intencionalidade do processo educativo. Instrumento pedagógico, o livro escolar é expressão de conteúdos, de métodos de ensino, mas também de ausências, do que foi excluído, além de não revelar seu uso na prática educativa.
Nesse sentido a reunião de informações, muitas vezes fragmentadas e as conexões com um universo mais amplo, transformam esse material em significados explicativos, que contribuem para o conhecimento do processo educacional.
Para tanto o livro escolar é um material que por si só não contém um caráter elucidativo; a problematização dentro de um referencial teórico; o cuidado para não nos deixarmos influenciar por uma visão impregnada do presente e a necessidade de historicizá-los são alguns procedimentos que atribuem ao livro escolar valor documental.
Esses livros podem ser estudados em várias áreas do conhecimento histórico. Por exemplo, ao resguardarem uma forma de expressão que se alterou com o tempo, proporcionam a recuperação dos modos de comunicação e de linguagem entre o autor, o editor e a criança e o jovem escolar. As diferentes edições de um mesmo título oferecem revisões do livro, novas ilustrações, capas diferentes, informações que caracterizam as mudanças editoriais e o percurso da produção do livro escolar.
Nesse sentido a reunião de informações, muitas vezes fragmentadas e as conexões com um universo mais amplo, transformam esse material em significados explicativos, que contribuem para o conhecimento do processo educacional.
Para tanto o livro escolar é um material que por si só não contém um caráter elucidativo; a problematização dentro de um referencial teórico; o cuidado para não nos deixarmos influenciar por uma visão impregnada do presente e a necessidade de historicizá-los são alguns procedimentos que atribuem ao livro escolar valor documental.
Esses livros podem ser estudados em várias áreas do conhecimento histórico. Por exemplo, ao resguardarem uma forma de expressão que se alterou com o tempo, proporcionam a recuperação dos modos de comunicação e de linguagem entre o autor, o editor e a criança e o jovem escolar. As diferentes edições de um mesmo título oferecem revisões do livro, novas ilustrações, capas diferentes, informações que caracterizam as mudanças editoriais e o percurso da produção do livro escolar.
No caso específico do Acervo Histórico do Livro Escolar – AHLE¹ a preservação desses livros, que na sua origem estavam disponíveis nas Bibliotecas Infantis de São Paulo, implica também a preservação da memória educativa e cultural de várias gerações que passaram por essas Bibliotecas, pois a maioria dos livros apresenta bolso com o cartão para empréstimo e o registro da freqüência com que foram retirados.
A história e a função dessas bibliotecas ao longo do tempo transparecem nesse acervo, que além de fonte de pesquisa, tem um apelo reminiscente, de recordação².
A história e a função dessas bibliotecas ao longo do tempo transparecem nesse acervo, que além de fonte de pesquisa, tem um apelo reminiscente, de recordação².
Notas
1. A origem do AHLE está no primeiro texto deste Blog.
2. A função e a organização das bibliotecas ao longo do tempo é tema presente no livro organizado por: BARATIN, Marc e JACOB Christian. O poder das Bibliotecas, a memória dos livros no Ocidente. Rio de Janeiro, UFRJ, 2006. São 14 textos a partir de um simpósio sobre bibliotecas na Biblioteca Nacional da França em 1993. Publicado em 1995 é recente sua tradução.












