Humberto de Campos (1886-1934) em Os males do ensino primário[1]
escreveu que nunca se meteu em conspiração, mas se as crianças do país se
reunissem para linchar um gramático ou um professor de português, que contassem
com ele para uma primeira paulada.
O que levaria um renomado jornalista e escritor a
fazer tamanha declaração? O que teria o autor contra os gramáticos ou o ensino
da língua nas escolas? Pois o que
Humberto de Campos menciona em seu texto era e talvez ainda seja, uma prática
pedagógica onde conteúdos e formas de ensino nem sempre são compatíveis com a
idade, com a possibilidade cognitiva das crianças ou mesmo com seus interesses.

Mas o exemplo que eu trouxe quase como uma
provocação é elucidativo de quantas vezes a escola fica desinteressante, longe
dos anseios das crianças e muitas vezes, apresenta dificuldades que não
deveriam existir. Não defendo aqui que aprender é sempre muito fácil, ligeiro
ou sem uma dose de esforço.
Ora, a curiosidade e a vontade de conhecer são
naturais. Qual criança não faz perguntas, não manifesta interesse por isso ou
aquilo? Porque há de ser diferente quando entra na escola?
Já ouvi de muitas crianças e jovens que foram
obrigados a ler extensos romances que não lhe chamavam a atenção ou que
gramática é muito, mas muito complicado. Impossível até.
A educação escolar é uma etapa fundamental na vida das crianças e mostrar uma preocupação para que seja cada vez melhor é um dos objetivos deste curto texto.
Outro foi trazer a baila Humberto de Campos, que não foi autor de livros didáticos, mas produziu uma vasta obra ao abordar assuntos como a escola e a educação, tendo como cenário as primeiras décadas do século XX.
Ilustro com dois livros próximos ao tema que postei. Um é de Psicologia da Educação e o outro, sobre práticas de ensino. Esses e inúmeros livros de ensino da Língua Portuguesa, como também livros de formação de professores o AHLE resguarda para pesquisadores e interessados.
Outro foi trazer a baila Humberto de Campos, que não foi autor de livros didáticos, mas produziu uma vasta obra ao abordar assuntos como a escola e a educação, tendo como cenário as primeiras décadas do século XX.
Ilustro com dois livros próximos ao tema que postei. Um é de Psicologia da Educação e o outro, sobre práticas de ensino. Esses e inúmeros livros de ensino da Língua Portuguesa, como também livros de formação de professores o AHLE resguarda para pesquisadores e interessados.
[1]
CAMPOS, H. Reminiscências... Obra póstuma.
Rio de Janeiro, W. M. Jackson Inc. 1951. A primeira edição foi em 1935.
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