No Brasil as disciplinas de ensino foram organizadas como grade escolar no século XIX. Até então prevalecia o ensino das primeiras letras, salvo iniciativas isoladas e também o ensino humanista, com o predomínio da ideologia católica. (1)

O ensino propedêutico e universalista compôs o currículo do Col. Pedro II. Na primeira matriz curricular desse colégio, distribuída em oito series, aparecem as disciplinas História Natural e Ciências Físicas.
Já na primeira reforma educacional da República em 1890, (Reforma Benjamin Constant), conciliou-se o humanismo com o enciclopedismo, de clara inspiração positivista. No ensino médio constavam as disciplinas Biologia, Zoologia e Botânica.

A Reforma Capanema nos anos 1940 estabeleceu outra divisão na grade de ensino. Ciências Naturais aparecem nas 3ªs e 4ªs series do curso Ginasial; no Curso Clássico, Biologia no 3º ano e no curso Científico, Biologia nos 2º e 3º anos. Ciências Naturais fez parte do Ensino Normal.
O ACERVO HISTÓRICO DO LIVRO ESCOLAR – AHLE resguarda centenas de livros de Iniciação as Ciências e de Ciências para os cursos elementares e secundários; livros paradidáticos; sobre o corpo humano; livros de Biologia, Zoologia, Botânica e Higiene, entre outros. Há também os multidisciplinares para os cursos elementares com ensinamentos de ciências para as crianças.
(1) Entre outros autores, Severino, Antonio Joaquim. Educação, Ideologia e Contra-Ideologia, SP, EPU, 1986.
Referências Bibliográficas:
ROMANELLI, Otaíza. História da Educação no Brasil. Petrópolis,Vozes, 1988.
SOLANGE Aparecida Zotti. Sociedade, Educação e Currículo no Brasil (dos jesuítas aos anos 1980). Campinas, Autores Associados, 2004.